O Suicídio de Conrad Roy III

24/03/2024
Conrad Roy III
Conrad Roy III

No dia 13 de Julho de 2014, Conrad Roy III voltou para casa depois de passear o seu cão, Holly. Assim que chegou, a sua Mãe perguntou-lhe se queria ir até Horseneck Beach, Massachussetts, com ela e as irmãs. Assim fizeram. Enquanto passeavam à beira-mar, Conrad falou acerca da bolsa de estudo que tinha ganho para frequentar a mesma faculdade que o seu melhor Amigo, Tom. Parecia entusiasmado com a ideia. No entanto, segundo a sua Mãe e irmãs, Conrad estava um pouco distraído, muito atento ao telemóvel, não parando de receber e enviar mensagens.

Quando chegaram a casa, pelas 18h30, Conrad informou que ia visitar uma Amiga e que voltaria para jantar.

Pegou no seu Ford F250 e parou no estacionamento de um Kmart (uma loja tipo armazém com todo o tipo de produtos). No banco de trás estava uma bomba de água com funcionamento a gasolina. Colocou a bomba a funcionar, sentou-se no lugar do condutor, fechou todas as janelas e deixou o equipamento cumprir o seu objectivo.

Minutos depois, o carro estava cheio de monóxido de carbono e Conrad tinha, finalmente, feito o que há tanto desejava. Tinha morrido.

Conrad nasceu em 12 de Setembro de 1995, em Mattapoisett, Massachusetts.

Era um miúdo divertido, atlético e inteligente. Acabou o secundário com notas acima da média, o que lhe valeu uma bolsa de estudo na Universidade de Fitchburg State, onde planeava estudar Gestão. Era um desportista, um fã dos Boston Red Sox e adorava passear de barco.

O seu Pai e Avô geriam um negócio de salvação marinha e Conrad fazia, frequentemente, parte da equipa. Aos 18 anos chegou mesmo a conseguir a licença como Capitão.

Era um jovem promissor mas, neste entretanto, o que correu mal na vida de Conrad?

Os seus problemas psicológicos começaram com o divórcio dos seus Pais em 2011. Conrad tinha 15 anos. Se já não era fácil lidar com as hormonas naturais da adolescência, pior foi com fim da relação dos seus Pais que Conrad tinha como eterna. Foi então instigado a consultar um psicólogo mas, em Outubro de 2012, o jovem tentou suicidar-se através do consumo excessivo de água.

Para que uma pessoa saudável possa cometer este acto, é necessário que beba mais de 16 litros de água em 24 horas. Até essa marca, os nossos rins costumam dar conta do recado. Acima desse volume, o corpo passa a acumular água em excesso, o que leva à hiper-hidratação. Nesse estado, a concentração de sais fora das células cai e, para equilibrá-la, uma quantidade anormal de água entra nas células por osmose, inchando-as. O resultado pode ser confusão mental, convulsões, edema cerebral e, por fim, a morte. Contudo, no caso de Conrad, nada aconteceu.

Depois desta situação, Conrad tentou uma overdose ingerindo paracetamol mas, assim que um Amigo do jovem teve conhecimento, chamou ajuda e, uma vez mais, Conrad falhou com o seu objectivo.

Obviamente que se tratava de um jovem perturbado mas, infelizmente, a situação de Conrad é mais vulgar do que se imagina.

As depressões entre os jovens (entre os 12 e os 17 anos) têm crescido cada vez mais pelo Mundo inteiro.

Nos EUA, de 2013 a 2019, a depressão nos jovens cresceu 63%. No entanto, parece não se tomarem medidas sérias em relação à prevenção e tratamento das doenças psíquicas.

Em 2012, ainda com o divórcio dos seus Pais como um problema e ainda com as suas batalhas internas, Conrad conheceu Michelle Carter.

Ambos estavam de férias na Florida com as suas respectivas famílias, instalados em Casas de Campo próximas e, sendo que a Tia de Conrad conhecia a Avó de Michelle, os jovens começaram a fazer companhia um ao outro.

Apesar de ambos viverem em Massachusetts, a apenas 1 hora de distância um do outro, decidiram manter a relação apenas virtual.

Michelle Carter nasceu a 11 de Agosto de 1996 em Plainville, Massachusetts.
Foi descrita como uma jovem conversadora, entusiasta e bem-disposta. Porém, apesar da maioria gostar de Michelle, a jovem não tinha propriamente amigos chegados. Apesar das suas constantes tentativas de aprofundar amizades, os colegas pareciam não corresponder, deixando a relação com Michelle sempre muito superficial.

Quando tinha cerca de 9 anos, Michelle desenvolveu um distúrbio alimentar, chegando mesmo a ser institucionalizada mas apenas em 2011. Foi nesta data que iniciou o tratamento, através de medicação, para a sua depressão contínua.

Michelle não tentava esconder os seus problemas psicológicos. Aliás, fazia deles tema de conversa sempre que podia, numa tentativa desesperada de criar empatia entre os pares e assim formar amizades. Mas Michelle esforçava-se demasiado para obter a atenção dos colegas sendo que estes perdiam facilmente a paciência ou o entusiasmo já que os temas de conversa de Michelle eram sempre os mesmos: os seus problemas, os seus problemas e os seus problemas.

Tanto Conrad como Michelle batalhavam constantemente com os seus problemas internos, ainda que bastante diferentes. Provavelmente não deveriam ter mantido o contacto, tal como os alcoólicos em recuperação, não devem envolver-se com outra pessoa que atravessa a mesma batalha. Mas os adolescentes mantiveram o contacto e era intenso.

Inicialmente, as conversas eram sobre assuntos normais como a vida, a escola, os amigos. Mas, à medida que o tempo foi passando, os jovens começaram a esmiuçar os problemas mentais de cada um e Conrad confidenciou então à sua Amiga que continuava a pensar em suicídio. Apesar das suas tentativas falhadas, ainda não tinha desistido da ideia.

Conrad Roy III e Michelle Carter
Conrad Roy III e Michelle Carter

Michelle, no início, fez o que qualquer boa Amiga faria. Tentou dissuadir Conrad daqueles pensamentos, aconselhou-o a pedir ajuda, a tratar-se no mesmo Hospital psiquiátrico onde Michelle era seguida pois, sozinho, não ia ser capaz de vencer os seus demónios. Desta forma, com ajuda profissional, podiam ultrapassar os seus problemas em conjunto e ao mesmo tempo.

Os jovens mantiveram esta relação virtual durante mais de 2 anos e, a certa altura, assumiram uma relação amorosa, apesar de se terem visto pessoalmente não mais do que 5 vezes.

A determinado momento, o teor das mensagens de Michelle mudou.

No dia 19 de Junho de 2014, trocaram as seguintes mensagens:

Michelle: O hospital psiquiátrico ia ajudar-te. Eu sei que achas que não ajudavam mas estou a dizer-te, se lhes deres uma oportunidade podem salvar-te a vida. Uma parte de mim quer que tu tentes alguma coisa e que falhes, para assim obteres ajuda.

Conrad: Eu não posso melhorar. Já tomei a minha decisão. Nada ajuda, acredita em mim.

Michelle: Então o que vais fazer? Vais continuar a ser só garganta e nenhuma acção? Sempre a dizeres que te queres matar ou vais tentar melhorar?

Conrad: Não consigo melhorar. Já tomei a minha decisão.

As conversas continuaram e Michelle transmitiu o seu receio de que, caso Conrad melhorasse, podia esquecer-se dela. Mas Conrad respondeu que não, que não se esqueceria de Michelle.

No dia 21 de Junho, Conrad enviou o seguinte sms: "Preciso de tempo. Estou sempre a arrepender-me do passado e isso está a deixar-me chateado".
E Michelle, a esta mensagem, respondeu: "Tirar a tua própria vida?"

Que resposta inusitada é esta por parte de Michelle?

Conrad informou-a que precisa de tempo, provavelmente, para melhorar... e a sua Amiga fala em suicídio?

Mas Conrad ainda lhe respondeu: "Achas que devo?"


Michelle: Tu não te vais matar. Dizes sempre que queres fazê-lo mas olha, ainda aqui estás. Todas as vezes que quiseste, não o fizeste. Tu não queres morrer, só queres que a dor pare.

Conrad: Isso é verdade.

Ficou então subentendido que Conrad não queria morrer, queria apenas que a dor parasse.

As mensagens continuaram nesse dia e, quando Conrad escreveu que não tinha parado de pensar nos últimos 3 dias, Michelle respondeu-lhe:"Pensar em quê? Em suicídio?"

A sério? Outra vez, Michelle?!

As mensagens de texto continuaram e Michelle parecia continuar a instigar Conrad e a desafiá-lo a cometer suicídio.

No dia 27 de Junho, Conrad contou a Michelle que se inscreveu num grupo social online, onde os subscritores podiam falar acerca do mesmo assunto, neste caso, de problemas emocionais, depressão, etc.

Conrad falou-lhe então de um rapaz de Inglaterra que lhe tinha dado conselhos óptimos e que lhe andava a fazer muito bem falar com o indivíduo.

Michele então perguntou-lhe se o tal rapaz era melhor a dar conselhos do que ela. Conrad tentou explicar-lhe que não se tratava de uma competição. Que o outro utilizador do site estava a passar pelo mesmo que Conrad e que partilhar os seus sentimentos com alguém que realmente compreendia o seu sofrimento, era bastante útil.

Não sendo a primeira vez que Michelle demonstrava este tipo de comportamento, parecia continuar a não compreender a situação de Conrad, fazendo com que todos os assuntos girassem à sua volta, até os problemas do seu namorado tinham que girar à volta de Michelle.

No dia 29 de Junho, Conrad informou Michelle que andava à procura de soluções para o suicídio. Finalmente ia matar-se. Mas Michelle mostrou-se céptica, uma vez mais, desafiando o rapaz. A conversa continuou e Michelle deu-lhe algumas ideias de como o fazer: overdose com comprimidos, esfaquear-se a si próprio, enforcar-se, asfixiar-se com uma saco de plástico na cabeça.
Mas Conrad queria que parecesse um acidente. Estava convencido de que se pensassem que se tinha tratado de um acidente, a sua Família não ia sofrer tanto.

Michelle continuou então a desafiar o namorado, acusando-o de não querer realmente suicidar-se. Mais uma vez, tratava-se apenas de conversa, só conversa. Se realmente quisesse fazê-lo, aceitava as suas sugestões. Pelo menos tentava.

Michelle tentou também confortar o jovem em relação à Família Roy. Considerou que toda a Família ia sofrer, naturalmente, mas que, após umas semanas, iam seguir com as suas vidas. Até porque iriam compreender a atitude de Conrad. Tinha ido para um sítio melhor e a sua Mãe ia sorrir ao saber disso.

Nos dias seguintes as conversas, via mensagem, continuaram. Michelle insistiu bastante em querer saber quando e como Conrad ia cometer suicídio mas o jovem ainda estava indeciso, ainda não sabia bem como concretizar e onde.

Continuou a sua pesquisa online enquanto Michelle lhe disparava perguntas acerca de se ia deixar uma carta, se ia despedir-se dos familiares, etc. Michelle mostrava mais curiosidade do que propriamente preocupação.

O tempo de contar a alguém acerca dos pensamentos graves do seu amigo, já tinha sido ultrapassado há muito tempo.

Uma das vezes, Michelle chegou mesmo a ficar zangada pois Conrad tinha deixado de lhe responder e Michelle assumiu que, finalmente, o rapaz tinha ganho coragem para se suicidar. Mas quando Conrad lhe respondeu na manhã seguinte a pedir desculpa por não ter respondido, pois tinha tomado uns comprimidos para dormir e tinha adormecido, Michelle explodiu! Não queria acreditar que tinha sido tão estúpida. Que tinha acreditado na palavra dele. Que lhe tinha entregue o seu coração e que ele afinal não cumpria as suas promessas.

Conrad tentou sossegá-la dizendo-lhe que ia suicidar-se e que seria naquele dia. Mas Michelle continuou a ripostar, a dizer-lhe que ele não tinha coragem. Que se queria que acreditasse nele, que Conrad tinha mesmo que o fazer. Tinha que provar que era capaz.

Foi então que Conrad lhe contou que pretendia fazê-lo com monóxido de carbono. Quando Michelle insistiu no quando, Conrad respondeu-lhe "eventualmente". Foi o necessário para que a adolescente voltasse a explodir: "AINDA AGORA DISSESTE QUE SERIA ESTA NOITE E AGORA ESTÁS A DIZER EVENTUALMENTE!?"

Este tipo de conversas continuou entre os dois até à data em que Conrad cumpriu com as suas promessas a Michelle.

Durante o dia de 14 de Julho de 2014, Michelle continuou a pressionar, a instigar e incentivar Conrad para pôr fim à sua própria vida. Mesmo quando Conrad assumiu estar bastante hesitante acerca do suicídio e dos seus planos, Michelle continuou a incitar o jovem para o acto.

Entre outras Michelle enviou a seguinte mensagem:

Estás tão hesitante porque continuas a pensar demais no assunto e a adiá-lo mas tu só tens é que fazê-lo Conrad. Quanto mais adiares, mais te vai consumir. Estás pronto e preparado, só tens que ligar a bomba e ficarás livre e feliz. Não podes adiar mais, não podes esperar mais. (...) Se queres tanto isto tal como dizes que queres é hora de o fazeres, agora.

Ao que Conrad respondeu: Tens razão. Não vou esperar mais.

As mensagens continuaram com este género de conteúdo. Extremamente perturbador. Michelle então perguntou-lhe se entretanto já tinha apagado as mensagens entre os dois, ao que Conrad respondeu que sim.

Provavelmente Michelle tinha noção do seu papel neste suicídio, daí querer que Conrad apagasse as mensagens entre os dois.

Conrad, um rapaz inteligente, bastante promissor ainda que deprimido, poderia ter cometido este acto caso não tivesse contacto com Michelle? Provavelmente não...

Michelle, no mês que antecedeu a morte de Conrad, repetiu palavras e expressões como "faz, não esperes, faz, faz acontecer, vai em frente" centenas de vezes!

Ficou então combinado que Conrad ia passear o seu cão, Holly e que, quando chegasse, pegaria no seu carro e, por sugestão de Michelle, ia até um parque de estacionamento calmo para morrer.

Às 6h25 dessa tarde, Conrad enviou uma mensagem a Michelle. Às mesma hora iniciaram uma conversa telefónica que durou 43 minutos.

Às 7h12 iniciaram outra chamada que durou 47 minutos. Foi durante esta conversa que Conrad partiu.

Mais tarde veio a descobrir-se que esta chamada ficou registada numa torre a cerca de 1.6 km da loja Kmart onde Conrad perdeu a vida.

Às 20h03 a irmã de Conrad, Camden, recebeu uma mensagem de Michelle a informar que não tinha a certeza se ela se lembrava de Michelle mas que ela era a namorada do seu irmão e que ele não estava a responder às suas mensagens ou telefonemas. A jovem estava a ficar preocupada.

Camden nunca tinha ouvido o seu irmão falar de Michelle. Tanto ela como a sua Mãe, Lynn, sabiam que Conrad, de vez em quando, saía com esta ou aquela rapariga, falava sobre elas mas o nome Michelle nunca tinha sido assunto de conversa.

Camden falou com Lynn que também não fazia ideia que o seu Filho namorava com Michelle, até porque, horas antes, tinha saído de casa a dizer que ia encontrar-se com uma Amiga. Instruiu então a sua Filha a responder à jovem que Conrad estava na casa do Pai e que estava a dormir... isto para não criar conflitos ou mal-entendidos entre o jovem casal.

Quando o miúdo chegasse a casa, Lynn logo ia tirar o assunto a limpo.

Às 22h36, Camden respondeu a Michelle com aquela informação.

Lynn não ficou nada preocupada. Coisas de adolescentes. Porém, acordou pela 1h30 da manhã e reparou que o carro do Filho não estava estacionado à porta de casa. Ainda assim, pensou que Conrad estivesse ainda com a tal Amiga com quem tinha saído e estivesse a divertir-se por algum lado. Bem precisava.

Quando voltou a acordar pelas 5h30 e não viu o carro do seu Filho, aí sim, ficou preocupada. Jamais Conrad tinha dormido fora. E qualquer coisa que tivesse acontecido, tinha ligado.

A Polícia acabou por descobrir Conrad, já morto, dentro do seu carro.

Michelle entretanto continuava a aproveitar a situação para se aproximar dos Roy, principalmente, da irmã e Mãe de Conrad.

As suas redes sociais também começaram a ter mais actividade com fotos de Conrad e com textos acerca de como a situação a tinha deixado devastada. Que Conrad tinha sido a melhor coisa que lhe tinha acontecido, etc.

Michele estava desesperada por atenção.

Mas a Polícia tinha o telemóvel do jovem em sua posse como prova e, assim que conseguiram ter acesso ao seu conteúdo, descobriram que todas as mensagens tinham sido apagadas com excepção de algumas, no dia da sua morte, por parte de Michelle.

Conrad Roy III foi cremado no dia 19 de Julho de 2014.

Michelle então pediu uma parte das suas cinzas a Lynn. Pediu-lhe também permissão para ir ao quarto de Conrad e retirar algumas coisas para recordação.

Os Roy começaram a achar o comportamento da rapariga demasiado estranho. Nunca tinham ouvido falar dela, nunca tinha ido lá a casa e agora, depois da morte do jovem, Michelle parecia não desgrudar da Família.

O Detective Gordon, responsável pelo caso, pressentiu que tinha que investigar melhor a morte do jovem, algo lhe dizia que se tinha passado alguma coisa que lhe estava a escapar e, no dia 21 de Julho, pediu a Lynn os computadores a que Conrad tinha acesso.


Conrad Roy III e a sua Mãe
Conrad Roy III e a sua Mãe
Conrad Roy III e Michelle Carter
Conrad Roy III e Michelle Carter

Michelle entretanto quis organizar um evento de baseball em memória de Conrad, chamado Homers for Conrad.

O objectivo era consciencializar as pessoas acerca do flagelo do suicídio na adolescência e angariar dinheiro para instituições envolvidas no assunto. Criou o evento no Facebook para chegar ao maior número de pessoas possível mas, para surpresa dos mais próximos de Conrad, o evento ia ter lugar em Plainville, a quase 1 hora de distância da residência de Conrad. A quase 1 hora de distância dos seus Amigos, Familiares, Conhecidos, Vizinhos.

Em Agosto, quando Tom, o melhor amigo de Conrad, viu o evento no Facebook contactou Michelle. Tom nunca tinha ouvido falar da rapariga e estava curioso acerca das suas razões para organizar um evento em honra de Conrad. Michelle então explicou que estavam apaixonados, que namoravam há cerca de 3 anos ainda que com uns intervalos no meio. Mas Tom queria saber mais e continuou a fazer perguntas, até porque, sendo o melhor amigo de Conrad, achava estranho que este nunca tivesse mencionado aquela relação ou aquela paixão. Michelle mostrou algum desconforto com as perguntas e tentou sempre levar o assunto para o evento. Tom pediu-lhe que alterasse o lugar para Mattapoisett, sendo o local de nascimento e residência de Conrad. Mas Michelle não estava disposta a fazer nenhuma alteração. Quando Tom lhe comunicou que ia então criar outro evento mas na cidade Natal do seu Amigo, Michelle concordou desde que lhe desse os créditos pela ideia.

O Detective esteve presente no evento organizado por Michelle e o comportamento da jovem como a namorada de luto, causou-lhe uma certa estranheza.

Foi quando lhe confiscaram o telemóvel e o computador, que a Polícia teve as provas necessárias para prender Michelle Carter. Foi no dia 5 de Fevereiro de 2015.

Sentença de Michelle Carter:

https://www.youtube.com/watch?v=NK5l9YOeGJk

Mensagens de Texto entre Conrad e Michelle:

https://www.youtube.com/watch?v=RpEYLZIIVbU

Nos seus últimos instantes de vida, Conrad mudou ideias.

Segundo as próprias mensagens de Michelle para uma amiga: "Sam, a morte dele é por minha culpa. Honestamente, podia tê-lo impedido. Estava ao telefone com ele e ele saiu do carro porque estava com medo."

Ao telefone, foi Michelle que lhe disse:

"Volta para dentro do carro, não sejas bebé. Tu prometeste-me! Volta lá para dentro e acaba com isto."

A própria admitiu isso mesmo em mensagens que trocou com a amiga Sam. E foram essas mensagens que provaram a sua culpa.

Embora a defesa tenha argumentado que não era prova suficientemente forte, o juiz não concordou.

A jovem foi condenada pelo homicídio involuntário do namorado e cumpriria 15 meses de prisão. Porém, foi libertada em Janeiro de 2020 por bom comportamento, tendo cumprido apenas 11 meses de prisão.


Blobituário
Os Crimes mais Horripilantes da História.
Algumas fotos podem estar sujeitas a direitos de autor.
Desenvolvido por Webnode Cookies
Crie seu site grátis! Este site foi criado com Webnode. Crie um grátis para você também! Comece agora